Stories of Girls’ Resistance.

As raparigas já nasceram resistentes.

Sendo assim, porque são tantas vezes representadas como vítimas passivas?

Apresentamos o Stories of Girls’ Resistance, um projeto de narrativas feministas que conta as histórias inspiradoras, complexas e sem filtro de raparigas que dão luta e imaginam mundos melhores para si mesmas e para todas nós. 

#GirlsResistance

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Girls' Resistance Story Honduras

Durante 16 dias de ativismo estamos compartilhando uma citação por dia no instagram, para ver todas as citações: clique aqui!

Em diferentes momentos históricos, lugares, épocas e identidades, as raparigas têm resistido à violência patriarcal, ao racismo e a outras formas de opressão, organizando e agitando as suas comunidades há milénios. Contudo, os seus esforços são ofuscados e ocultos da vista de forma quase sistemática (e muitas vezes deliberada).

 

O que a história nunca apagará são as vozes das raparigas. As conversas com raparigas revelam as suas táticas frescas, criativas e destemidas para darem luta, se transcenderem e, em última análise, imaginarem mundos melhores para si mesmas e para todas nós.

 

As raparigas têm um direito fundamental e indelével de narrar as suas vidas em toda a sua complexidade e confusão, de ver imagens exatas de si mesmas no mundo e de participar num diálogo profundo acerca das suas realidades. Em conjunto, um grupo de ativistas e narradoras feministas está a lançar luz sobre estas histórias ocultas no feminino e a dar vida a estas narrativas essenciais por meio do Stories of Girls’ Resistance.

 

Acerca do projeto Stories of Girls’ Resistance:

 

O Stories of Girls’ Resistance representa uma biblioteca viva de relatos de resistência de raparigas contados em primeira mão por raparigas e mulheres mais velhas e que são reflexões sobre o seu ativismo enquanto raparigas. A coleção, cada vez maior, contém presentemente 120 histórias de 65 países das Caraíbas, da África Oriental e Austral, da Europa, da Ásia Central e Cáucaso, da América Latina, da América do Norte e da África Ocidental.

 

O conhecimento, as ferramentas e a liderança de pensamento gerados através deste projeto facultam uma janela profundamente (ainda que dolorosamente) íntima para o mundo interior das raparigas, tendo, ao mesmo tempo, muito a dizer acerca do mundo em geral. No seu conjunto, as histórias existem como uma oferenda às raparigas ativistas e aos movimentos de justiça social. Um testemunho vivo do poder político do ativismo das raparigas, independentemente do momento ou do lugar.

 

Estas histórias mostram inequivocamente que as raparigas são líderes, definem as culturas e narrativas e criam movimentos. As raparigas são resistentes, contestando o casamento e a violência, porfiando para se manterem na escola e tomando decisões nas suas comunidades. As raparigas são causadoras de mudança, alterando as mentalidades, as leis, os corações e os comportamentos. Trabalham de forma transgeracional, com feministas jovens e ativistas mais velhas, para moldar os destinos das suas famílias, comunidades e nações.

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Quem somos nós:

Este projeto é mantido por meio da energia coletiva, do poder intelectual, do amor, da resistência e das ligações de ativistas, estrategas e contadoras de histórias feministas de todo o mundo. Juntas, estamos a recolher, arquivar, analisar e reinterpretar as histórias através de um leque de metodologias criativas. Somos:

  • Alian Ollivierre é uma orgulhosa e entusiástica jovem ilhoa das Caraíbas, esposa e mãe. É uma ativista social, consultora de empresas e de entidades sem fins lucrativos, orientadora e formadora, autora e fundadora da I Am A Girl (Barbados), que se centra no desenvolvimento do sentido de comunidade, liderança e espaços seguros para todas as raparigas e mulheres jovens sob uma perspetiva feminista. 

 

  • Ayat Mneina é uma ativista líbia, estratega de meios de comunicação digitais e investigadora entusiástica da construção do movimento feminista no Médio Oriente e na África do Norte. É fundadora do ShababLibya e está empenhada em amplificar e expandir os espaços para as vozes jovens e femininas.

 

  • Catherine Nyambura, feminista e consultora independente pan-africana que trabalha na interseção do patrocínio, da investigação e da programação. Dedica-se fervorosamente a amplificar, em toda a sua diversidade, as realidades diariamente vividas pelas mulheres e raparigas e investiu na criação conjunta da magia feminista.

 

  • Françoise Moudouthe, feminista africana com raízes nos Camarões, fundadora da plataforma feminista africana Eyala e apaixonada pelo fomento de movimentos feministas e pela criação de espaços seguros para que as raparigas e mulheres africanas aprendam, estabeleçam ligações e trabalhem no sentido de converter os futuros feministas numa realidade.

 

  • Georgiana Aldessa Lincan é uma feminista e ativista de etnia cigana, com experiência em atividade de base com grupos de iniciativas de mulheres e jovens de etnia cigana, organização das comunidades e funções de defesa e identidade. Através do seu trabalho, quer criar oportunidades e incentivar as raparigas e mulheres de etnia cigana a tornarem-se o que quiserem ser e a fazerem o que quiserem.

 

  • Jody Myrum tem um compromisso vitalício para com a liberdade e a segurança de todas as raparigas e mulheres jovens. Baseando-se no trabalho social e num profundo compromisso para com a justiça racial, juvenil e de género, Jody é uma ativista, estratega, investigadora e consultora feminista. Trabalha com diferentes movimentos, organizações e iniciativas filantrópicas para dar um lugar central às raparigas e mulheres jovens e para canalizar recursos e poder em benefício daquelas que trabalham para desenvolver o seu poder coletivo. 

 

  • Natalie A. Collier é uma líder curiosa, observadora, tímida e conduzida pela intuição que encontra tanto valor nos textos filosóficos de Bell Hooks como no folclore de J. California Cooper. Está profundamente empenhada na libertação espiritual das raparigas e mulheres negras do sul dos EUA, na transposição dessa libertação para as suas condições materiais e na integração dos seus pontos de vista e conhecimentos nos diálogos nacionais e internacionais. Lidera em termos pessoais e profissionais (o que, para ela, é virtualmente o mesmo) segundo a ideologia, “poder é espaço e tempo”.

 

  • Perla Vazquez, ativista feminista mexicana, cofundadora do FRIDA – The Young Feminist Fund, especialista no trabalho com raparigas, movimentos de jovens e filantropia e ardente defensora da regeneração e proteção do planeta.

 

  • Dra. Ramatu Bangura: feminista negra e africana, mãe, académica e filha de imigrantes, que é também uma estratega e criadora de relações nas interseções do género e justiça social, dos direitos dos imigrantes e dos movimentos de jovens. Procuro oportunidades de estar ao serviço das outras pessoas e com elas construir o mundo que gostaria que a minha filha herdasse, um mundo em que todas as pessoas sejam valorizadas, visíveis e apoiadas. 

 

  • Rosa Bransky, estratega e investigadora feminista, cofundadora da Purposeful, uma plataforma mundial com raízes em África para o ativismo das raparigas. Defensora das raparigas e mulheres jovens ao longo de toda a sua vida, Rosa acredita no poder político das feministas jovens para nos levar à libertação.

 

  • Ruby Johnson, organizadora, estratega e consultora de justiça social feminista. Intensamente empenhada na transferência de poder e recursos flexíveis para os movimentos feministas jovens, atribui um lugar central às raparigas e mulheres jovens em tudo o que faz. Codiretora executiva do FRIDA – The Young Feminist Fund (2013-2019). Adora baleias e o oceano.

 

  • Sharanya Sekaram identifica-se como uma escritora, investigadora e ativista feminista sediada no Sri Lanka e trabalha sobretudo como consultora independente no domínio do género. Tem um interesse fervoroso pela democratização da informação e dos recursos, bem como pelo acesso às redes e aos espaços. Em 2018, juntamente com Widya Kumarasinghe, cofundou a Everystory Sri Lanka.

Que se segue?

Ao longo do próximo ano, vamos dar vida a estas histórias sob a forma de arte, música, teatro, canção, poesia e outros meios de documentação criativa, bem como arquivar as mais de 120 histórias e a respetiva análise em cinco idiomas. Registe-se aqui para receber alertas quando for partilhado conteúdo novo.

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